GRAU, EMANOEL E GLÓRIA - MATERNIDADE MARIA AMÉLIA

A ESPERA E A CHEGADA

Tudo coincidiu para que fosse esse o momento do meu relato, relato esse que digo desde já, ser o mais longo que já escrevi na vida. Fique a vontade para se apaixonar pela nossa história :)

O bebê foi concebido assim que voltei de Londres, a bagagem tava cheia, a mente também e o coração,esse… era pura saudade e amor! Tudo muito novo, a descoberta da gravidez foi algo surreal, no bom sentido é claro, e desde então a certeza no coração: É UM MENINO.


Me aproximei da Thais Ferreira, essa que sempre foi um exemplo de mulher e mãe pra mim e ela me contou do seu projeto, o MÃE E MAIS, lá conheci a Ari (Ariana Santos) parte essencial dessa história, enfermeira obstetra que me ajudou a ter uma gravidez saudável, rica em informações, sem medos e muita certeza de tudo que eu gostaria de viver ao longo dos 9 meses. Ariana me ensinou tanta coisa, cuidou de nós, foi tão adorável, tão sincera… valeu a pena cada ida mensal visitá-la. Obrigada!

Até os 3 meses não contamos para ninguém sobre a gestação, eu passava mal e para a família era estômago irritado rs! Tive hiperemese (vômito contínuo mais de 6x ao dia), o que ainda é algo desconhecido para muitos e só no finalzinho da gestação que foi melhorando. Numa visão otimista isso foi muito bom pra mim, pois engordei apenas 3 kg em todo esse tempo. Com 5 meses veio a ultra que revelaria o sexo do bebê, mais eu não me surpreenderia pois tinha certeza absoluta que era o IGOR, um menino muito desejado. Organizamos uma simples reunião em casa e compramos aquelas fumaças sinalizadoras nas cores rosa e azul. Minha sogra ficou encarregada de guardar o segredo e surpresaaaa! Não era o Igor, era a Glória. Nesse momento, em questão de segundos tudo na minha cabeça mudou, tudo que havia planejado para um menino mudou, o amor parece que multiplicou e em questão de pouco tempo eu já amava a Glória como a mim mesma.

Quando foi chegando na reta final senti a necessidade de um apoio mais de perto, mais intimista e que me orientasse a respeito do parto em si, do grande dia e dos primeiros momentos de recém nascido. Pedi orientação a Ari e ela me indicou a Lu (Luiza Avellar), nosso anjo. Lu é minha doula, digo que ainda é, porque na hora que as dúvidas de mãe aparecem ela me socorre até hoje, com muito amor, eu sinto! Ela chegou na nossa vida já na retinha final, mais foi essencial. Apresentou pra mim e Emanoel a aromaterapia, o difusor, os artigos científicos, nos passou segurança e foi nossa amiga nos momentos de incerteza. Sério, tenham uma doula apoiando sua gestação.

Chegou a reta final, 9 meses, uma disposição que não sabia de onde tinha vindo, ansiedade, tâmaras, muitos exames e andanças sem fim... É aqui que a história começa!

Emanoel tinha certeza em seu coração que Glória viria no dia 31 e na madrugada desse dia eu já escutava seus sinais! Ás 3h e pouca da manhã “sonhei” que estava tendo contração - Nossa, to tão ansiosa que até em sonho sinto as dores! - Volto a dormir. Algum tempo depois acordo novamente e fato eram as contrações, um mar de ondas intensas que logo se acalmava, de forma repetida foi indo até que - Regular! - disse Emanoel. Fui pro chuveiro.


Considero essa parte importante porque por mais engraçado que seja, é no meu banheiro que as maiores ideias vem, consigo relaxar e foi ali, em baixo do chuveiro, que ela chegou. Não nesse, mais pra frente você vai entender! A Lu chegou, já era 6h. Me acalmou, ensinou, aliviou minhas dores com óleo de sálvia e a cada grito de dor me encorajava ainda mais, Lu e Emanoel fizeram uma dupla e tanto!

Meu desejo era parir na MMA, às 8h já em fase regular fomos pro hospital, a Ari nossa enfermeira também nos auxiliou em todo tempo! Chegamos. - 5 de dilatação, já vamos internar - disse a médica. Nesse instante eu fiquei tão feliz, que ainda com dor conseguia, agora pouco, já entrando na partolândia, sorrir. Era meu desejo se realizando, era sinal de que estava tudo dando certo e sobre controle, era Deus ali com a gente. 


Cardiotoco, cantarolando entre uma contração e outra, subimos pra suíte 11:30h eles (Lu e Manu) lembraram do chuveiro, fomos, pedi toque, 9 de dilatação, eu já sentia Glória chegando. Expulsivo. Grito, força, pra baixo, não pra cima, oração, grito...12:45, EMPELICADA, milagrosamente ela chegou! Apgar 7/8, parto raro, um tanto assustador e lindo, 4h de trabalho ativo, bolsa íntegra e placenta saindo junto. Ali no chuveiro, nascia uma mãe, um pai e o complemento da família. 


Gestamos, parimos junto, eu não podia deixar de dizer o quanto sou grata e abençoada por ter meu esposo comigo nessa, ele foi e é incrível como pai e se um dia vocês ouvirem da minha boca alguma queixa sobre o Emanoel, pode ter certeza que estou louca. Ele é pai! pai que não saiu um minuto sequer do nosso lado na enfermaria, que acorda de madrugada, que suga catarro com a boca, que segura e encoraja na hora das vacinas, que cuida da casa pra eu cuidar da Glória e que cuida de mim, na mente, espírito e aparência, deixando tudo mais leve.


Nossa bebê?! Só agradecer! O nosso “padecer no paraíso” tem sido uma experiência enriquecedora, cheia de hormônios, muito amor e aliança. Porque só agora essa história? Porque eu estava vivendo intensamente cada segundo digerindo toda essa magia que me aconteceu e tem acontecido... essas coisas só valem a pena ser vivida offline e compartilhada no momento certo para edificação da vida do outro. 

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