LAÍS, MAGNO E ALICE - CASA DE PARTO DAVID CAPISTRANO FILHO

Quem me conhece sabe que sempre quis ter parto normal, antes mesmo de estar grávida, mas confesso que morria de medo do "sofrimento" que tanto escutava por aí. Quando descobri que estava grávida, graças a uma amiga, comecei a me interessar, a estudar e conhecer o parto normal (na verdade, o parto natural, o humanizado, aquele SEM VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA, onde a mulher é a protagonista), e fui me apaixonando. Tudo começou no grupo do Facebook que essa amiga me colocou "parto natural" quantos relatos, quanta informação, daí começou meu empoderamento. Lá, inclusive, conheci e aprendi o que era "doula" daí vi que necessitava de uma (TODA MULHER NECESSITA DE UMA DOULA), comecei a procurar..procurar.. procurar. Foi quando me indicaram a Luiza Avellar, um anjo na minha vida. Antes de fechar contrato, foi uma luta, para convencer o marido, para dá um jeitinho de pagar, da indecisão se realmente precisava ter doula ou não, enfim, acertamos e fomos em frente (melhor escolha que fiz). No início cheguei super insegura, cheia de medos e dúvidas... mas Luiza sempre me passando segurança e confiança.

Até então estava fazendo meu pré natal pelo plano de saúde, ficava de médico em médico com esperança de achar um que eu realmente gostasse, impossível! NÃO TEM MEDICO DE PLANO DE SAÚDE QUE FAÇA PARTO NORMAL RESPEITOSO, NÃO EXISTE! Todos falavam asneiras para mim, tentaram empurrar cesárea a qualquer custo desde a primeira consulta, e eu saia insatisfeita! (Sempre deixei claro que não queria MARCAR cesárea, que se precisasse fazer iria fazer de boa, se houvesse necessidade). Decidi então que meu plano A seria a Casa de Parto, totalmente humanizado (sem intervenções, com bola, banqueta, banheira, chuveiro, do jeito e posição que queríamos). Luiza conseguiu marcar acolhimento para mim nos "45 min do segundo tempo" e lá fui eu... Comecei o pré natal, oficinas e fiquei cada vez mais encantada pela casinha.


Eu e Luiza passamos por bons e desafiadores momentos, que só fez crescer o vínculo entre a gente..escolhidas para fazer um ensaio fotográfico de doula e gestante, (já deu para sentir o climinha de parto), depois disso, com 34 semanas me dei conta que Alice estava pélvica, que desespero! Até então tive uma gravidez suuuuuuuuuuper tranquila e tudo "certo" para o parto normal, mas, para mim ali tinha acabado meus planos para parto normal.. mal eu sabia!!!! Meus apoios sempre foram meu marido Magno e minha doula Luiza (eles eram OS ÚNICOS que sabiam de todos meus planos, me apoiaram e embarcaram comigo), eles foram meu suporte, minha rede de apoio. Alice pélvica, dale exercícios de spinnig babies, eu e marido acordando de madrugada para fazer. Dale sessões de acupuntura com Gisele Águil, uma querida, que pessoa especial!!! Ahhh, ainda tínhamos opção de fazer o VCE (uma manobra para tentar posicionar o bebê), mas, um dia antes da consulta eu fiz uma outra e Alice estava cefálica, ufaaaa! Que alegria! Graças a Deus! Agora só aguardar o dia que ela vai querer vir ao mundo... 


As semanas foram passando e a ansiedade tomando conta.. no dia 21/05 acordei e começou a fase latente... tampão saindo, cólicas, e a contrações ritmando, 17:30h doula chegou na minha casa e ali já começamos dar início a tudo... eu não parava! Andava para la e pra cá, fazia agachamento, caminhava, dançava, e assim fiquei até o final . Ás 19h já entrei em trabalho de parto ativo e as 23h fomos para casa de parto (sempre pedi para ir quando a coisa tivesse bem engrenada, meu medo era chegar lá e não tivesse dilatado o suficiente), para minha surpresa: 8 cm de dilatação! Chorei de emoção! Na minha cabeça faltava pouco! Porém, fui informada que minha bolsa tinha rompido, Oi?! Como assim?! Nem percebi rs. Procedimento do SUS é até 18 horas de bolsa rota, após isso entra com medicamento. As 06h da manhã dilatação total, 10 cm!!!! Mas nada de expulsivo, nada de Alice nascer... As 08:30h fui informada que seria transferida para o Hospital (Mariska Ribeiro) por conta da bolsa rota, confesso que no primeiro momento fiquei triste por não ter conseguido ter na casa de parto. Pois bem, lá no Mariska com ajudinha de algumas pessoas envolvidas consegui uma equipe humanizada, menos mal!!!! Continuamos fazendo tudo que já estava fazendo antes (agachamento, massagens, caminhadas, diversas posições), mas as contratações deu uma estagnada, não evoluía, a Alice não estava totalmente encaixada, estava um pouco para direita, por isso não descia, fizemos mais exercícios de spinning babies (estes sim foram doloridos por conta das contratações), até que me oferecem ocitocina, recusei no primeiro momento, mas, acabei aceitando em seguida, nem assim as contratações voltaram a ritmar.

Eu já estava cansada, fragilizada e torcendo para terminar logo. Foi então que por volta de 12h e pouca do dia 22/05, mesmo estando tudo ótimo comigo e com a Alice, fui encaminhada para cesariana, como chorei, fiquei mal! Mas não teve outro jeito, fiz tudo que podia e realmente não tinha o que fazer. Foi assim que Deus quis. As 12:43 Alice nasceu, com 40 semanas e 3 dias (considerando a idade gestacional informada na 1° ultra), e, graças ao obstetra humanizado e querido, Dr Gustavo Feijó consegui ter algumas solicitações atendidas.. o pai cortou o cordão, bebê foi colocado no meu colo após nascimento e ali permaneceu por algum tempinho, fui bem tratada e respeitada a todo tempo. Outra pessoinha querida, que me ajudou após Alice nascer foi a pediatra Bianca! Gratidão por tudo ❤️

Hoje eu vejo o quanto fui forte e guerreira, nunca imaginei passar o que passei, jamais imaginei que eu conseguiria aguentar tudo isso. Muitos dizem "Nossa, passou por isso tudo para acabar fazendo cirurgia" SIM! Não me arrependo nem um pouco, continuo com o pensamento do início, e quer saber?! Foi incrível! Para mim não foi nada em vão, minha filha nasceu no tempo dela e foi super importante para ambas esperar o trabalho de parto. No dia seguinte após cirurgia foi horrível, muita dor, não conseguia fazer nada além de chorar. EU prrefiro mil vezes as dores das contratações que senti do que a dor da cirurgia. Mas tudo aconteceu do jeito que tinha que ser, nem sempre as coisas saem como realmente desejamos, mas, eu precisava passar por isso, tinha que ser assim.

Minha gratidão será eterna, primeiramente a Deus, que me sustentou do início ao fim e ao meu marido e doula e todos os envolvidos. Agora estamos vivendo as dificuldades, alegria e desafios dos primeiros dias com o recém nascido, principalmente com a AMAMENTAÇÃO.. nossa, sobre isso prefiro nem falar, dá um livro também, passei por tudo que possam imaginar. Não é fácil, é difícil demaisss! Pauleira! A gente chora, a gente pede socorro! A gente quer desistir! Mas por amor a gente enfrenta tudo, a única certeza que tenho é que é só uma fase, vai passar.. tá passando! 


Ahhh o puerpério... Sim, ele existe! Não é frescura. Mas, tudo vale muito a pena comparado com a grandeza e a benção enviada por Deus, que é minha filha Alice.

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