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  • Luiza Avellar

Apojadura

Você já ouviu falar essa palavra? Apojadura é o dia que o leite desce. Os primeiros dias o peito tem apenas colostro (que é extremamente importante) e as mulheres muitas vezes nem sentem que tem alguma coisa, pois a quantidade é pequena. Porém, no dia que acontece a apojadura, tudo muda.


Ela acontece, em média, em até 3 dias para quem passou por um trabalho de parto e mais ou menos 5 dias para quem passou direto pela cesárea, podendo levar até mais tempo. Nesse dia acontecem vários sintomas, sendo que alguns podem perdurar nas primeiras semanas.


O primeiro de tudo é o emocional. O puerpério por si só e o baby blues já deixam o emocional um pouco desequilibrado, costumo comparar com uma TPM, mas o dia que o leite desce normalmente é sentido pelas mulheres como o dia mais difícil. Ficam muito instáveis, choram, se irritam, não entendem muito bem o que está acontecendo. Até as poucas que não passam por baby blues às vezes relatam que na apojadura sentiram isso. Então, antes de mais nada tenha CALMA. Acho que só de saber que isso tudo é culpa dos hormônios já nos tranquiliza.


Quanto aos aspectos físicos, o primeiro que pode aparecer é o volume do leite, que passa a escorrer sozinho, enquanto antes com o colostro isso é bem raro de ver acontecer. Outro aspecto é o inchaço das mamas, que nada pode ter relação com o volume de leite, mas sim um inchaço do próprio corpo da mama. Esse inchaço, que chamamos de ingurgitamento, pode vir acompanhado de uma sensação de que o peito fica dolorido, duro e quente, muitas vezes é confundido com mastite, porém a mama inteira fica dura e não apenas pedaços.

Algumas mulheres tem também um estado febril nesse dia, o que as faz confundir mais ainda com mastite, mas esta é uma inflamação, enquanto a apojadura é algo fisiológico. Lembrem que a amamentação tem os hormônios prolactina e ocitocina atuando para tudo acontecer e que, como todos os hormônios do nosso corpo, eles tem um pico na produção hormonal à noite, que é a causa desse ingurgitamento continuar acontecendo nas primeiras semanas enquanto a amamentação não fica totalmente estabelecida.


E o que pode ser feito para aliviar esses sintomas? Primeiro saiba que compressas não são mais indicadas. Compressas quentes aliviam, mas também aumentam a produção de leite e faz com que rapidamente o peito possa empedrar e aí sim criar uma mastite. Compressas frias também não são aconselháveis. Você pode fazer massagens e uma ordenha de alívio (pouca coisa, apenas para deixar o mamilo mais flexível e facilitar a pega do bebê) e então coloque o bebê para mamar, pois é a melhor forma de desobstruir tudo.


Outra coisa que pode ser feita e não é “receita de vó” (já tem estudos científicos sobre) é fazer compressa de repolho verde. Porém, procure uma consultora para te dar orientação de como fazer. Além de ensinar a técnica do repolho, a consultora te dará orientações e ajuda. Vale muito a pena, até porque, uma coisa é ler as dicas na internet, outra coisa é colocar em prática com tanta novidade acontecendo com a nova vida de mãe.



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