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  • Luiza Avellar

Criação com Apego

Hoje vou escrever um pouco sobre um tema que não é diretamente “amamentação”, mas que não deixa de ter ligação, pois até na amamentação a gente prega o apego, a livre demanda, o carregar. Então eu queria contar para vocês um pouquinho sobre a “criação com apego” e a cama compartilhada, que é um dos principais assuntos quando falamos de apego.

A teoria da criação com apego diz que bebês e crianças pequenas são seres naturalmente inseguros. Estão conhecendo o mundo do zero. É normal terem medo. Quanto mais segurança a gente passa para eles nesse início de vida, mais seguros eles vão se tornar na vida adulta. Quanto mais colo, mais chamego, mais junto a gente fica, mais eles vão ficando independentes. Nenhuma criança dorme com os pais para sempre. Vocês já viram adultos dormindo com os pais? A criança, no tempo dela (e cada uma tem seu tempo) irá pedir para ter seu espaço e vai querer ter maior independência.

E não é também do dia para a noite que isso acontece. Aos poucos você vai notando sinais de que o apego está dando certo. Pode começar com seu filho pedindo para dormir em cama separada da sua, mas ainda no mesmo quarto. E isso não significa que todas as noites ele irá querer dormir nessa cama nova. Podem ter dias e até fases que ele precise de mais aconchego, por algo que esteja vivenciando. Depois pode começar a pedir para ter o próprio quarto. E também podem ter noites que, mesmo já dormindo no próprio quarto, ele volte até sua cama. E por aí vai.

O mais legal é perceber o quão felizes eles ficam com as próprias conquistas, quando são respeitados em seu tempo, sem ninguém tentando forçar nada. Vocês podem sempre deixar claro para eles nesses momentos que, se eles quiserem voltar para a cama de vocês, eles podem. Essa ideia na cabecinha deles ainda vai deixá-los mais seguros, pois sabem que, se precisarem, não serão repreendidos. Só de saber isso, muitos acabam nem precisando voltar.

E nós, pais, ficamos com um sentimento duplo. Ao mesmo tempo todos orgulhosos com as primeiras conquistas dos nossos filhos e orgulhosos de nós mesmos de estarmos fazendo um excelente trabalho. Por outro lado, ficamos chateados que eles não querem mais nossa “conchinha” para dormir e que não precisam mais de nós para adormecer. Bate saudade e vontade que eles voltem a ser bebês.

Claro que cada um tem sua forma de criar e educar, mas quem não gosta de ficar agarrado com seu filho? E o tempo passa. Vai chegar uma fase (bem longa) que eles não querem mais saber de colo, de abraço, de beijinho. Vai chegar a hora que eles voam, pois foram criados para o mundo. Mais um motivo para aproveitar esses chamegos todos.

Então, aproveitem seus filhos sem medo do que falam por aí que criação com apego acostuma mal. Esses dias vão chegar e o processo é lento. Um passo de cada vez, sempre respeitando e acolhendo nossas crianças.


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