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  • Luiza Avellar

Livre Demanda X Introdução Alimentar

Como a livre demanda pode ser aliada da introdução alimentar?

Vejo muitas mães com dúvidas quando o assunto é a introdução alimentar. Mais ainda quando, nesse tema, falamos de amamentação. Algumas mães ficam com receio de deixar o bebê mamar sempre que quiser, ou seja, continuar em livre demanda, por achar que comerão menos do que deveriam.

Então vamos lá! Primeiro de tudo: o nome “introdução alimentar” não tem a palavra INTRODUÇÃO à toa. Como tudo o que é novo na vida do bebê, leva um tempo até ele assimilar. Um bebê que só mama no peito (e/ou fórmula) só conhece essa forma de se alimentar. Até que ele entenda que a comida também o deixa saciado demora. Por isso, a introdução alimentar é algo gradual. Alguns bebês aprendem rápido e em pouco tempo já estão engolindo a comida. Outros só começam a ingerir alguma quantidade perceptível depois de 9, 10 e até mais meses.

Eu gosto muito da abordagem BLW e da ParticipAtiva porque são abordagens que permitem que os bebês explorem. Eles conhecem diversas texturas, cores e sabores separadamente, aprendem brincando e você percebe o quão incrível é quando compara a mastigação desses bebês com a dos bebês alimentados apenas por papinhas levadas à boca pela colher, sem interferência da criança.

Independente de como você escolheu fazer a introdução alimentar, saiba que é importante continuar com a livre demanda. Estou falando apenas da livre demanda e não da fórmula porque vejo surgir mais essa dúvida com quem amamenta exclusivo, justamente por não saber a quantidade que o bebê mama, já que não tem como mensurar o quanto sai de leite na boca do bebê.

Como a alimentação é algo novo e o bebê vai aprender aos poucos pra que serve a comida, com a livre demanda você não precisa se preocupar se o bebê comeu comida o suficiente, pois ele vai terminar de se saciar com o peito. E não se preocupe porque a natureza é sábia e o processo de aprendizagem sempre dá certo. Naturalmente, conforme o bebê for comendo mais, menos leite ele vai ingerir. Ou não. Mas de qualquer forma isso não significa que o bebê irá menos ao peito, pois sabemos que temos alguns bebês bem agarrados por outros motivos mesmo depois da alimentação estar estabelecida.

Alguns profissionais sugerem não deixar mamar antes das refeições, mas eu, como consultora de amamentação e propagadora do BLW, não enxergo que atrapalhe a alimentação, porque é um processo lento e não precisamos privar o bebê porque deixaria de ser livre demanda.

Resumindo: não se frustre ou crie expectativas. Cada bebê é único e tem seu próprio tempo. Quanto mais ansiedade, mais o bebê sente suas expectativas e nada flui. Eu sei que é difícil, mas é um exercício diário. Não se preocupe. Nós sabemos que não é à toa que o leite materno, depois dos 6 meses, continua sendo o alimento mais importante pro bebê, até 1 ano. E depois de 1 ano, a comida começa a ultrapassar na importância, mas o leite materno continua tendo muitos benefícios.

Aconselho também procurar um profissional de nutrição materno infantil atualizado, pois ela irá te ajudar a entender melhor todas essas demanda e dar sugestões para ir respeitando o tempo do bebê sem criar expectativas.

Portanto, lembrem-se: O leite materno NÃO é complemento da refeição, mas a refeição é complemento do leite. Divirtam-se com os pequenos e façam do momento da refeição um momento prazeroso, pra que eles construam uma relação saudável com a comida.


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