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  • Luiza Avellar

Meu desmame com o Fernandinho

Não sei se vocês lembram que há uns meses eu falei aqui que estava em processo de desmame gradual e gentil. Mas eu queria que fosse um processo gradual bem lento, pra que ele fosse se sentindo realmente pronto para dar esse passo e eu também. Na época que começou, eu contei pra vocês que meu sonho sempre foi fazer desmame natural, ou seja, deixar ele mamar até quando ele não quisesse mais sozinho (e isso acontece entre 4 e 6 anos da criança, normalmente). Mas aos 2 anos eu não aguentava mais a privação de sono.


Na verdade eu sempre fui muuuuuito resistente a essa questão de privação de sono, quem já trabalhou comigo em partos sabe bem disso, mas o Fernandinho era um bebê que acordava algumas vezes pra mamar a noite. Mas também não era nada que eu achasse muito. Depois começou a fazer intervalos de hora em hora de madrugada. Quando ele fez 1 ano e 4 meses melhorou muito, começou a acordar 3 vezes só por noite e eu fiquei toda feliz. Mas 3 meses depois, com 1 ano e 7 meses começou a ficar pior do que era antes de estabilizar. Tinha noites que a impressão q eu tinha é que eu não tinha dormido MESMO. Era de hora em hora, ficava agitado demais. Eu sentia que aquilo não era normal, mas também não tinha nada acontecendo em casa que justificasse uma emoção a mais. A única coisa (e eu sei que é bastante até pra um bebê) foi que eu fiz o curso de doula com 1 ano e 4 meses (mas ele tava dormindo bem) e no fim do ano q foi quando começou essas noites péssimas, eu já estava pensando em começar a trabalhar, mas não estava trabalhando ainda , nem tinha gestantes à vista, mas vocês sabem que acredito muito na conexão mãe X filho e tenho certeza que foi uma questão telepática que ele sentiu essa minha vontade. Eu fui fazendo conversas mentais, tentando ficar calma que ia passar, mas chegou um ponto deu não estar me reconhecendo, me pegava dando berros na madrugada e me sentia mal depois por isso, mas sentia que não estava raciocinando mais mesmo. Só quem já passou por privação de sono pesada sabe do que eu to falando. Enfim... quando ele fez 2 anos eu me formei como consultora em amamentação.


Eu sempre amei demais amamentar, sempre amei o momento meu e dele, mas no curso de consultora eu aprendi as técnicas e queria começar mas algo estava me prendendo. Foi quando falei com a minha amiga Patrícia Asta que eu amava amamentar e não queria desmamar, mas que pra fazer o desmame noturno eu teria q regular as mamadas do dia primeiro, e ela falou pra mim de outra forma mas que eu entendi: “Lu, não entenda as técnicas que a gente aprende de forma engessada. Cada criança é única. A gente aprende assim pq a maioria das crianças, pra estar pronta pro desmame noturno precisa estar acostumada com essa retirada de mamadas. Eu fiz com o Ben (filho mais velho da Pat) o noturno primeiro e deu certo.” Então, com 2 anos e 3 meses nós começamos a nos preparar para dar esse passo e com 2 anos e 4 meses iniciamos de fato. Fiz todas as técnicas que me foram ensinadas para fazer nessa parte pré-desmame. Uma coisa que ajudava é que eu sabia que não desrespeitaria o desenvolvimento dele era que ele já falava super bem, se comunicava fluentemente. Quando começamos, foram apenas 3 noites reclamando, mas nada desesperador como eu achei q seria. Nenhum choro muito forte. Depois ele começou a acordar somente 1 vez por noite pra beber água e voltava a dormir. Uns 3 meses depois, já estsbelecido o desmame noturno, ele ficou umas 2 semanas acordando reclamando que queria peito e eu lembrava ele que ele já não mamava mais a noite há muito tempo. Pronto! Sucesso no desmame noturno. Agora eu poderia amamentar durante o dia o quanto ele quisesse até ele não querer mais..... só que a gente faz planos e esses planos nem sempre acontecem.


Quando entrou o ano 2019,já tinham uns 6 meses q tinha feito o desmame noturno e comecei a sentir incômodos fortes no mamilo q apareciam e depois sumiam. Quando vinham, eu tinha q pedir pro Fernandinho mamar rapidinho pq não aguentava.Cheguei a suspeitar de candidíase,mas não tinha nada.Até q mais perto dos 3 anos,esse incômodo voltou e não saiu nunca mais.Ele aparecia durante a mamada apenas,mas pelo menos voltou de forma branda. Era um leve incomodo. Percebi q não estava mais sendo prazeroso amamentar. Eu q sempre fui super decidida, objetiva e prática, me senti como todas as mães: dividida. . Um lado meu não queria mais amamentar pq achava q ele era grande, pq queria meu peito só pra mim, pq não queria mais alguém pendurado o dia todo no meu peito.Tava com dor era peito,tava com sono era peito, tava com tédio era peito! E meu outro lado que não queria desmamar, q sabia o quão bom era pra ele pra saúde dele e também pra minha.Fernandinho é uma criança q não fica doente nunca, nem depois q entrou na escola. E o pouco q fica doente, se recupera muito rápido. Fora tbm os benefícios pra parte da mente,da inteligência... . Resolvi fazer o estabelecimento das mamadas quando ele fez 3 anos(fomos conversando sobre isso antes).Ele passou a mamar só pra acordar de manhã e p/dormir a noite.Foi bem tranquila a aceitação dele nisso.Ficamos uns 4 meses assim e tirei a mamada da manhã, ficando apenas com a da noite.Deixei ele escolher a que ele preferia. Tbm foi muito tranquila a aceitação dele.Eu sentia q ele tava pronto e entendia tudo mt bem.

Agora, mais 3 meses depois desse último passo,conversamos muito e combinamos(apesar dele ter resistido um pouco) q o dia do Natal será o ÚLTIMO dia do peito!Como eu to me sentindo sabendo que faltam menos de 2 semanas pra acabar?Ainda dividida.Um lado queria continuar,mas o outro sabe q não dá mais p/desistir,é q vai ser muito importante pra nós 2 dar esse passo.Tenho feito muita conversa mental pra ele se sentir seguro e saber q mesmo sem peito, o colo da mamãe ele terá p/SEMPRE!Não tenho medo dele ficar menos agarrado,pelo contrário,estamos mais grudes!

(escrito em 12/12/2019)




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