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  • Luiza Avellar

Minha História com a amamentação

Prazer, meu nome é Luiza de Avellar. Sou doula, educadora perinatal, consultora em amamentação e terapeuta holística. Esse é a primeira vez que escrevo para o Gestante Rio, por isso achei legal fazer um texto iniciando esse tema que é tão especial na minha vida.

Muito antes de ser doula e consultora de amamentação, antes até de ser mãe, eu pensava muito sobre parto e sempre quis parto normal, mas não lembro de pensar sobre amamentação.

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A primeira vez que pensei sobre tal assunto foi quando a cunhada do meu marido teve seu primeiro filho, nosso primeiro sobrinho. Eu lembro que toda vez que ela colocava o Samuel no peito fazia muita cara de dor, se contorcia e esticava as pernas. Aquilo me deixou com um certo medo da amamentação.

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Uns 2 anos depois, minha madrasta e meu pai me deram um irmão. Nessa ocasião, eu tinha 23 anos e ajudei a cuidar do Antônio. Não lembro da minha madrasta se contorcendo de dor daquela forma, pelo contrário. Lembro dela falar quanto gostava de amamentar, de como era forte o vínculo e de como era mágico aquele momento. Porém, quando eu engravidei em 2015, aquela cena da minha concunhada amamentando meu sobrinho me vinha à cabeça.

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Eu não tinha medo do parto, nem da dor do parto, como a grande maioria das mulheres tem. Escolhi, inclusive, ter um parto domiciliar. Mas morria de medo da amamentação. Só que eu não deixei o medo me travar. Eu estudava bastante, queria o máximo de informação possível baseadas em evidências para poder exercer a minha maternidade da melhor forma possível. Por isso, estudei também sobre amamentação. Vi sobre pega correta, posicionamento, fissuras, etc. Confesso que segui algumas instruções desnecessárias, como tomar sol no mamilo e esfregar bucha no banho. Meus pais me contavam que minha mãe só tinha feito isso na minha gestação e na da minha irmã, que ela não fez, ficou com o peito todo machucado. Eu, que já tinha medo, acabei fazendo esses mitos. Parei de fazer apenas no final da gravidez, pois, estudando eu acabei descobrindo que não ajudava, já que o próprio organismo faz isso com as glândulas de Montgomerry e que esfoliar com bucha podia até prejudicar essa preparação natural, mas isso é assunto pra outro texto.

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Meu filho nasceu no dia 08 de maio de 2016 na nossa casa, veio direto pro meu colo e em seguida pro meu peito. Não sei se foi graças à minha preparação, se foi porque meu filho é um dos bebês que já nasce sabendo pegar o peito ou se as duas coisas. O fato é que eu não tive NENHUM problema com a amamentação. A pega sempre foi perfeita, posicionamento, tudo lindo, não fissurou, não doeu, só ficou aquela sensação de queimação bem de leve que é normal por ter algo novo em contato com o peito, mas não era nada insuportável e passou muito rápido.

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Fiz os 6 meses de amamentação exclusiva em livre demanda e continuei a livre demanda mesmo depois da introdução alimentar e assim ficamos até os 2 anos e 3 meses, quando resolvi, já como consultora de amamentação, fazer o desmame gentil apenas noturno, pois já estava exaurida de não conseguir dormir direito por mais de 2 anos (meu filho acordava mais de 10 vezes por noite e meu sono é muito leve). Não fiz o desmame total porque até então pensava em fazer o desmame natural e não sentia a menor vontade de parar de amamentar (é realmente mágico e fortalece muito o vínculo), além de acreditar muito nos benefícios da amamentação prolongada.

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Hoje, fico muito feliz de poder orientar e ajudar as gestantes e puérperas que acompanho, e até mesmo as que não acompanhei desde a gestação como doula, mas que me chamam para uma consultoria de amamentação. Nós podemos mudar o mundo com parto e amamentação!

(texto escrito em 2019)



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